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domingo, 30 de outubro de 2011

Massagem aromaterapêutica

Ela mescla óleos essenciais a movimentos que relaxam profundamente o corpo


A combinação de óleos aromáticos e massagem vem sendo usada desde a atiguidade e se perde em registros de vários povos e culturas. A produção de óleos com essências de plantas e flores era comum principalmente na Grécia e Egito. Mas foi na França, pouco antes da primeira Guerra Mundial, que o químico René-Maurice Gattefosse passou a estudar mais profundamente as propriedades dos óleos aromáticos.

No mundo moderno esse tipo de massagem ganhou força mesmo nos spas e clínicas estéticas. No entanto, ainda não se sabe ao certo se, na massagem, os aromas produzem resultados pela absorção da pele, ou pela inalação que acontece naturalmente durante o processo.

COMO É FEITA

Depois de uma conversa com o terapeuta, onde são definidos os objetivos da massagem, o paciente é deitado em uma maca e recebe a massagem por todo o corpo. As manobras utilizadas são de pressão, amassamento e deslizamento. A técnica pode se estender inclusive à região da cabeça (menos a face). Os óleos aromáticos e a intensidade das manobras serão definidos conforme o tratamento.

BENEFÍCIOS

Relaxamento intenso
Alívio da fadiga e dos sintomas de estresse
Como cada óleo essencial tem suas propriedades benéficas ao organismo, a técnica também é indicada como tratamento complementar para inúmeras doenças

CUIDADOS

Gestantes e pessoas com doenças graves devem ter autorização médica para fazer a massagem

PREÇO

Cada sessão pode durar até 2 horas e custar, em média, R$ 100. Em alguns lugares, no entanto, pode ultrapassar R$ 300.

domingo, 23 de outubro de 2011

Qual o tamanho da sua fome emocional?

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http://saude.ig.com.br/alimentacao/qual+o+tamanho+da+sua+fome+emocional/n1597118594951.html

Pesquisa explica por que pessoas com fome ficam de mau humor

Cientistas esperam usar descoberta para tratar transtornos psiquiátricos em que a violência é um problema comum



Se você sempre se perguntou por que pessoas com fome são mais propensas a ficarem zangadas ou agressivas, um grupo de pesquisadores britânicos afirma ter descoberto a razão: os níveis de serotonina – um hormônio que ajuda a regular o comportamento – flutuam quando as pessoas estão estressadas ou há muito tempo sem comer.

A flutuação dos níveis de serotonina afeta partes do cérebro que permitem às pessoas controlar a própria raiva, explicaram os pesquisadores da Universidade de Cambridge em um artigo publicado esta semana na revista científica.


“Sabemos há décadas que a serotonina desempenha um papel fundamental na agressividade, mas só muito recentemente tivemos a tecnologia para examinar o cérebro e estudar o quanto a serotonina nos ajuda a regular nossos impulsos emocionais. Combinando uma longa tradição em pesquisa comportamental com novas tecnologias, finalmente fomos capazes de elucidar o mecanismo pelo qual a serotonina pode influenciar agressividade”, disse a pesquisadora Molly Crockett, que integrou o grupo de pesquisadores responsáveis pelo estudo, feito no Instituto de Neurociências Clínicas e Comportamentais de Cambridge.

Na condução do estudo, os pesquisadores controlaram a dieta de voluntários saudáveis para manipular os seus níveis de serotonina. Os cérebros dos participantes foram então escaneados usando um aparelho de ressonância magnética funcional enquanto eles observavam rostos com expressões que indicavam raiva, tristeza e neutralidade, para determinar como várias partes de seus cérebros reagiram e se comunicavam umas com as outras.

O estudo revelou que baixos níveis de serotonina deixaram as comunicações entre determinadas partes do cérebro mais fracas do que o normal. Os pesquisadores concluíram que, quando isso acontece, pode ser mais difícil para o cérebro controlar as respostas emocionais de raiva.

Os participantes também responderam a um questionário de personalidade para avaliar se eles tinham ou não uma tendência natural para a agressividade. Aqueles que estavam predispostos a serem agressivos tinham uma comunicação ainda mais fraca entre certas regiões do cérebro quando os níveis de serotonina estavam baixos, observaram os pesquisadores.

As descobertas podem ser aplicadas a uma variedade de transtornos psiquiátricos em que a violência é um problema comum, tais como o transtorno explosivo intermitente, que é caracterizado por explosões de extrema e incontrolável de violência, sugeriram os autores.

“Estamos esperançosos de que nossa pesquisa possa levar a melhores diagnósticos, bem como melhores tratamentos para estas e outras condições”, disse Luca Passamonti, que atuou na pesquisa como cientista visitante da Unidade de Cognição e Ciências do Cérebro, do Conselho Nacional de Pesquisas Médicas de Cambridge.

Fonte: http://saude.ig.com.br/

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

8 motivos médicos por trás da fadiga

O cansaço sem fim muitas vezes não é provocado por excesso de trabalho ou estresse nas alturas. Em certos casos, ele pode ser sinal de alguma pane no organismo

Ela parece uma companheira chata que insiste em não se ausentar. Durante o dia, à noite, no trabalho e até mesmo logo após acordar, marca presença e teima em sugar as nossas energias. Estamos falando da fadiga, aquele cansaço interminável e persistente que dá a sensação de que qualquer atividade cotidiana exige um esforço sobre- humano para ser realizada.

O problema pode ser, sem dúvida, um reflexo da vida moderna. Afinal, passar horas no trânsito todos os dias, trabalhar demais e viver naquele estresse constante acaba levando ao esgotamento do corpo e da mente. Porém, existem outros casos em que a fadiga pode ser consequência de uma noite maldormida ou, mais grave ainda, sintoma de uma doença. "Muitas vezes, os pacientes se queixam de falta de energia. Mas trata-se de uma expressão muito vaga, capaz de indicar desde sonolência até depressão", analisa o neurologista Israel Roitman, especialista em medicina do sono do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

O fato é que a canseira exacerbada tem origem de fato no cérebro. Ele envia a todo momento impulsos elétricos para o corpo, e esses impulsos, ao chegarem aos músculos, sofrem reações químicas, resultando em energia mecânica — ou seja, nos movimentos. "A fadiga é fruto de um desequilíbrio, ou seja, quando não há harmonia entre esses estímulos", afirma Cláudio Pavanelli, fisiologista do Flamengo, no Rio de Janeiro.

É claro que ninguém está fadado a viver lutando para manter o pique em alta. Algumas mudanças no estilo de vida já ajudam a repor o gás total. Além disso, entender as causas do esgotamento é primordial para domá-lo, principalmente nos casos em que ele vem de enfermidades. Por isso, nada de desanimar: o importante é se mexer e recarregar as baterias.

A síndrome da fadiga crônica Quando o cansaço persiste por meses a fio e não tem causa definida, ele pode ganhar essa alcunha. Apesar de não ter sido completamente desvendada, os pesquisadores acreditam que a síndrome da fadiga crônica decorre de infecções e doenças autoimunes. Para contorná-la, exercícios físicos e hábitos alimentares saudáveis são essenciais.


Por que a pilha fica fraca?


1.Diabete
Como a principal marca da doença é a dificuldade de o açúcar entrar nas células, seja pela falta de produção de insulina, seja pela incapacidade desse hormônio de trabalhar, a glicose no sangue se eleva. "e a glicemia alta faz o indivíduo urinar mais, emagrecer e perder massa magra. Por isso, é comum diabéticos terem cansaço muscular", afirma Maria Ângela Zaccarelli, euroendocrinologista do Hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo.

2. Anemia
a escassez de ferro não tem como sinal único a pele pálida. a fadiga é uma de suas características predominantes. "a anemia pode causar cansaço, sono, desânimo, queda de cabelos e até mesmo falta de ar", afirma a nutricionista Roseli Ueno, da Universidade de São Paulo. Nas mulheres, é um fenômeno mais recorrente durante a menstruação, quando a perda de sangue aumenta o déficit de ferro no organismo.

3. Apneia
o popular ronco destrói a qualidade do sono do indivíduo. ele é duas vezes mais frequente nos homens do que nas mulheres e, por se distinguir pela interrupção da passagem do ar pela garganta, provoca o ruído e despertares breves durante a noite. essa insconstância durante o repouso noturno pode ter como consequência uma leseira sem hora para acabar no dia seguinte.

4. Depressão

vigor abaixo de zero é um traço de quem padece desse problema. apesar de ser uma doença de origem psíquica, a depressão mina a disposição física. "Nela, ocorre um processo inflamatório dentro dos neurônios que atrapalha seu funcionamento. e isso acaba gerando o cansaço", afirma o psiquiatra teng Chei tung, do instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

5. Fibromialgia

essa síndrome aflora a sensibilidade para a dor. estima-se que apenas um homem a cada oito mulheres apresenta a doença, que tem raiz genética, podendo passar de mãe para filha. as dores constantes levam à debilitação. "a pessoa pode ter o sono perturbado e levantar fatigada, sem falar que a própria dor já gera indisposição", explica o reumatologista Roberto Heymann, da Sociedade Brasileira de Reumatologia.

6. Doença cardíaca
Piripaques no peito também estão na lista dos motivos por trás de uma letargia. arritmia e entupimento de artérias são alguns dos precursores da canseira exacerbada. "o coração problemático não bombeia direito o sangue para todos os órgãos. Com isso, eles tendem a entrar em falência", avisa Ricardo Pavanello, supervisor de cardiologia do Hospital do Coração de São Paulo. Sinal do perigo: uma baita fadiga

7. Distúrbios da tireoide

os hormônios tireoidianos são vitais para manter o metabolismo aceso. Uma característica comum entre o hipertireoidismo, quando a tireoide trabalha demais, e o hipotireoidismo, situação em que a glândula fica lenta, é a apatia total. "o coração bate muito rápido e o indivíduo se queixa de cansaço extremo", afirma Maria Ângela Zaccarelli.

8. infecções
além da febre, outro sinal que deve ser notado nesses casos é a diminuição, por assim dizer, da vitalidade. Seja naquela gripe passageira, seja em um quadro mais severo, como a hepatite, a pessoa fica enfraquecida, em maior ou menor grau. "é que o organismo concentra suas forças na luta contra o agente infeccioso", justifica o infectologista Plínio trabasso, da Universidade estadual de Campinas, no interior paulista. daí o esgotamento do indivíduo.

6 táticas para recarregar as baterias
Hábitos e atitudes que energizam o dia a dia

1.Checkups
Se a fadiga não vai embora, o importante é procurar auxílio de um médico. ele poderá pedir exames como hemograma, teste de glicemia, dosagem hormonal e outros mais específicos, caso do eletrocardiograma e do teste de função hepática, que ajudam a identificar o que está prejudicando a disposição.

2. Hidratação
Para quem não quer se cansar, um conselho: manter o corpo abastecido de líquidos pode ser uma tática de sucesso. "Se a pessoa não se hidratar, as células vão extrair a água da circulação. o sangue se torna mais denso e a absorção da energia também vai ser dificultada", explica o fisiologista Cláudio Pavanelli.

3. Alimentar-se regularmente

Fazer refeições a cada três horas é outro segredo para afastar a fadiga ao evitar a queda brusca das taxas de açúcar no sangue. "a maioria dos indivíduos que reclamam de falta de energia não come direito", ressalta Roseli Ueno. Proteínas, carboidratos, fibras e gorduras como o ômega-3 devem estar no cardápio.

4. Exercícios físicos

exercitar o corpo melhora a captação, o transporte e a utilização do oxigênio em nosso organismo. Coração, pulmão e músculos conseguem converter mais desse gás em energia. Por isso, deixar a preguiça de lado e mexer o corpo é um excelente começo para driblar o cansaço constante.


5. Dormir bem
Pregar os olhos por pelo menos oito horas é sinônimo de disposição. o neurologista israel Roitman dá a receita do bom sono: evitar álcool, bebidas cafeinadas e refeições pesadas; ir para a cama sempre no mesmo horário; por fim, nada de ver tv, usar o computador e se exercitar até três horas antes de dormir.

6. Atividades prazerosas
atenuar o estresse é fundamental para fugir da indisposição. e nada melhor do que fazer aquilo de que se gosta para chacoalhar a rotina. "as atividades prazerosas são estimulantes para o cérebro e para o corpo. enfim, evitam que a gente enferruje", afirma o psiquiatra teng Chei tung.

Fonte: http://saude.abril.com.br/